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	<title>Conceitos básicos - Mateus Salvadori</title>
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	<title>Conceitos básicos - Mateus Salvadori</title>
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		<title>A história é cíclica ou linear?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Salvadori]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Nov 2021 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conceitos básicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O elemento essencial da Filosofia da História (FH) – em seu diferenciar-se da historiografia – é a questão do telos, do sentido. A expressão FH é recente: é de 1765, de Voltaire. Porém, a FH vem desde os gregos. O significado do termo história é descrição, relato, narração de acontecimentos. Para os fundadores da historiografia&#8230;&#160;<a href="https://mateusalvadori.com.br/a-historia-e-ciclica-ou-linear/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">A história é cíclica ou linear?</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O elemento essencial da Filosofia da História (FH) – em seu diferenciar-se da historiografia – é a questão do telos, do sentido. A expressão FH é recente: é de 1765, de Voltaire. Porém, a FH vem desde os gregos. O significado do termo história é descrição, relato, narração de acontecimentos. Para os fundadores da historiografia ocidental, Heródoto e Tucídides, um acontecimento é histórico (e não arqueológico) apenas quando é narrado ou registrado por alguém que esteve presente. Isso significa que a história são histórias, relatos de fatos isolados. A FH, porém, busca o sentido a partir de um paradigma hermenêutico e não simplesmente conhecer a matéria bruta constituída pelas ações humanas. E essa transformação iniciou-se com Políbio (séc. II a.C.).</p>



<p>A primeira concepção filosófica sobre a história que surgiu, com os gregos e os romanos antigos, foi a CÍCLICA. O tempo histórico era circular, repetitivo, determinista, inexorável, fatalista, periódico, com fases de nascimento, desenvolvimento, declínio e desaparecimento que se alternam e se repetem ao infinito. Essa visão foi baseada na observação do cosmo, na revolução dos corpos celestes, na alternância infinda de fenômenos naturais. Sem começo nem fim, o tempo cíclico é um eterno retorno. Uma vez que nenhum evento é absoluto, o tempo cíclico repousa na permanente sequência de ciclos repetitivos.</p>



<p>O seu movimento circular contínuo é caracterizado pelo perpétuo retorno de momentos. Isso significa que a história não comporta nenhum fato singular. Pelo contrário, a história é marcada pela reedição de acontecimentos passados. Portanto, o tempo para os gregos antigos não passa de um círculo inexorável – sem saída e sem fim. Tudo está condenado a girar eternamente na roda da história. Destaque, nesta visão, para a mitologia grega, Platão, Aristóteles, Vico, Nietzsche e Spengler.</p>



<p>Na mitologia grega, o que rege o mundo é o fado: um destino cego, traçado nas estrelas. A própria palavra grega que indica “ano” – aniatus – serve para definir tudo aquilo que é circular, como um anel. A ideia de círculo (annus, anus, annulus) ligada a ano diz respeito à circularidade deste. Em vários mitos, a ideia de repetição incessante é tratada concretamente, onde um indivíduo, castigado por alguma falta, é condenado pelos deuses a sofrer um castigo eterno que nunca cessa, pois uma vez terminada a pena, ela recomeça (ex.: mito de Prometeu, de Sísifo).</p>



<p>Para Aristóteles, a história cíclica correspondia à perfeição do círculo e da esfera, dada a eternidade do mundo. Segundo Vico, as nações humanas passam inevitavelmente através de certas fases de desenvolvimento. Para ele, compreender a ação da Providência equivale a reconhecer as leis universais (das concepções imaginativas para as racionais, das concepções políticas baseadas na força para as fundadas na justiça, da aceitação do privilégio para o reconhecimento do direito).</p>



<p>A segunda concepção filosófica sobre a história foi a LINEAR, progressiva, orientada. Agostinho e Joaquim de Fiore são os principais teóricos dessa visão. O cristianismo aponta um tempo retilíneo, que tem início na criação (Gênesis) e término no juízo final (Apocalipse), desenvolvendo-se no âmbito da liberdade humana.<br>Porém, na Renascença, o modelo cíclico de história volta a ocupar um lugar fundamental. Mas, no final do séc. XVII, a visão linear retorna ao auge, com Bossuet, que retoma as ideias de Agostinho. E é com o Iluminismo que a FH cristã entra definitivamente em crise.</p>



<p>A perspectiva linear de tempo nasceu com a tradição judaico-cristã. O tempo linear é uma sucessão contínua de eventos irrepetíveis e irreversíveis. O seu movimento é retilíneo – reta ininterrupta de registros históricos singulares. A sua trajetória é circunscrita por uma linha histórica determinada – tem começo e fim. Como traço histórico perpétuo, o tempo linear é uma série evolutiva de fatos históricos inéditos. Trata-se do curso progressivo de acontecimentos únicos em direção ao futuro.</p>



<p>A SECULARIZAÇÃO (VISÃO LINEAR) das concepções religiosas e teológicas, na Modernidade, não fará outra coisa senão confirmar a visão linear. A Providência divina é substituída pela ideia de progresso. A salvação do homem e o juízo final são substituídos pela confiança na razão. Finalismo e necessidade, no entanto, não são questionados: eles continuam sendo os pilares da história secularizada. Dentre os Iluministas, Montesquieu é o único que pensa que a história é descontínua e irregular. Os demais acreditam que há sim um telos histórico: o progresso. Destaque para as teorias de Kant, Hegel, Marx e Comte.</p>



<p>A CRISE (ATELEOLOGIA) na FH, ou seja, a negação do sentido (telos) histórico ocorre no séc. XX, por meio de duras críticas às ideias de progresso, de verdade e de finalidade. Absurdo, irracionalidade, caos, acaso, ilogicidade são os termos-chave desse período.</p>



<p><strong>Referência Bibliográfica</strong> </p>



<p>PECORARO, Rossano. <em>Filosofia das História</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009.</p><p>The post <a href="https://mateusalvadori.com.br/a-historia-e-ciclica-ou-linear/">A história é cíclica ou linear?</a> first appeared on <a href="https://mateusalvadori.com.br">Mateus Salvadori</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>O que são paradigmas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Salvadori]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Nov 2021 03:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[paradigma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muito se fala hoje sobre paradigmas. Paradigma é algo que serve como modelo, como exemplo, como padrão e ele estabelece limites. Imagine que o paradigma é uma lente de óculos, por meio da qual você enxerga o mundo de um determinado modo. Sem a lente apropriada, a imagem ficaria distorcida. Por isso, os paradigmas são&#8230;&#160;<a href="https://mateusalvadori.com.br/o-que-sao-paradigmas/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">O que são paradigmas?</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se fala hoje sobre paradigmas. Paradigma é algo que serve como modelo, como exemplo, como padrão e ele estabelece limites. Imagine que o paradigma é uma lente de óculos, por meio da qual você enxerga o mundo de um determinado modo. Sem a lente apropriada, a imagem ficaria distorcida. Por isso, os paradigmas são fundamentais para ordenar os fenômenos e nos situar na realidade.</p>



<p>Thomas Kuhn (1922-1996), autor da obra <em>A Estrutura das Revoluções Científicas</em>, de 1962, diz que paradigma é uma estrutura mental composta por teorias, experiências e métodos que serve para organizar a realidade e seus eventos no pensamento humano e eles são compartilhados pelos indivíduos de uma determinada comunidade científica. Ou seja, a partir do momento que um conjunto de crenças, valores e técnicas são aceitos por todos em um grupo de cientistas, ele se torna um paradigma.</p>



<p>Segundo Kuhn, os cientistas, normalmente, procuram resolver os problemas e desenvolver o potencial de suas teorias e, assim, comprovar que estão corretas e conforme ao paradigma vigente. Mesmo que encontrem alguns casos ou provas falseadoras, custam a abandonar suas teorias. Os fatos, provas e casos novos que conflitam com as teorias vigentes do paradigma tendem a ser ignorados por eles, pois acreditam fortemente que o seu paradigma tem a resposta para os problemas levantados. Somente em casos críticos, quando os problemas se acumulam e viram anomalias (momentos de crise/revolução), é que podem abandonar uma teoria (o paradigma) e a substituir por outra melhor.</p>



<p>Os cientistas mudam de paradigma, abandonando-o, apenas quando o novo que surgir for mais forte, não contendo as falhas do anterior e dando-lhes maiores possibilidades explicativas. Em geral, quem funda um novo paradigma são pessoas de fora, isto é, pertencem a outra área de conhecimento. Os cientistas aderem por conversão ou persuasão ao que consideram ser o melhor paradigma para continuar a fazer ciência. O quadro da progressão da ciência pode ser assim descrito: Pré-ciência – ciência normal (paradigma) – crise-revolução – nova ciência normal (paradigma).</p>



<p>Podemos resumir o pensamento de Kuhn a partir dos cinco pontos seguintes:</p>



<p>1. A ciência se desenvolve a partir de descobertas da comunidade científica (e não individual) e se constitui através da aceitação de paradigmas (métodos e visões de mundo; padrão, um modelo, uma regra que estabelece limites). A ciência é um produto histórico;</p>



<p>2. O paradigma é o campo no qual a CIÊNCIA NORMAL trabalha, sem crise. Fazer ciência normal significa resolver QUEBRA-CABEÇA, isto é, problemas definidos pelo paradigma. A ciência normal é cumulativa. Insucessos na resolução do quebra-cabeça é um insucesso do pesquisador e não do paradigma;</p>



<p>3. As anomalias são problemas que a comunidade científica tem de enfrentar e que determina a CRISE do paradigma. Com a crise inicia-se o período da ciência extraordinária. Para solucionar anomalias pontuais utiliza-se hipóteses <em>ad hoc</em>;</p>



<p>4. As REVOLUÇÕES são momentos de ruptura e de criação de novas teorias. A mudança de paradigmas pode ser comparada a mudança gestáltica. É um período não-cumulativo;</p>



<p>5. Após, surge uma NOVA CIÊNCIA NORMAL. A ciência não caminha numa via linear, contínua e progressiva, mas por saltos e revoluções. A evolução da ciência é ateleológica.</p>



<p><strong>Referência Bibliográfica</strong> </p>



<p>KUHN, Thomas S. <em>A estrutura das revoluções científicas</em>. Tradução Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. São Paulo: Perspectiva, 1987.</p><p>The post <a href="https://mateusalvadori.com.br/o-que-sao-paradigmas/">O que são paradigmas?</a> first appeared on <a href="https://mateusalvadori.com.br">Mateus Salvadori</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Os três possíveis níveis explicativos do contratualismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Salvadori]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Nov 2021 03:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O contratualismo não é a única teoria sobre a origem do poder político, como não é a única marcada pelo elemento voluntarista; não é a única em que a ordem política é expressão de um ato de vontade, uma construção artificial. &#160;No diálogo que abrange os dois primeiros livros da República de Platão, são expostas,&#8230;&#160;<a href="https://mateusalvadori.com.br/os-tres-possiveis-niveis-explicativos-do-contratualismo/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Os três possíveis níveis explicativos do contratualismo</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O contratualismo não é a única teoria sobre a origem do poder político, como não é a única marcada pelo elemento voluntarista; não é a única em que a ordem política é expressão de um ato de vontade, uma construção artificial.</p>



<p>&nbsp;No diálogo que abrange os dois primeiros livros da <em>República</em> de Platão, são expostas, personificadas por sete interlocutores, as quatro principais teorias sobre a origem da <em>polis</em>:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>opiniões tradicionalistas dos hóspedes Céfalo e Polemarco, que defendem velhos conceitos mitológicos;</li>



<li>as teses dos sofistas Trasímaco e Clitofonte observam, de maneira realista, que a justiça é a ordem imposta por quem tem o poder de se fazer obedecer;</li>



<li>Glaucão e Adimanto, irmãos de Platão, expõem, para incentivar Sócrates, a tese contratualista de uma parte da sofística (Cálicles): partindo da oposição entre <em>nomos</em> e <em>physis</em>, afirmam que os homens, usando e sofrendo da violência, creem, num certo momento, ser útil colocarem-se de acordo para instaurar a paz, estabelecendo leis e pactos recíprocos;</li>



<li>Sócrates (na realidade, Platão) expõe sua concepção do Estado entendido como um organismo, que será sadio quando cada um, baseado na divisão do trabalho, desempenhar o seu papel.</li>
</ol>



<p>A teoria que define o pensamento moderno é a contratualista.</p>



<p>Em <em>sentido muito amplo</em>, o contratualismo compreende todas aquelas teorias políticas que veem a origem da sociedade e o fundamento do poder político (chamado de <em>potestas</em>, <em>imperium</em>, Governo, soberania, Estado) num contrato, isto é, num acordo tácito ou expresso entre a maioria dos indivíduos, acordo que assinalaria o fim do estado natural e o início do estado social e político.</p>



<p>Num <em>sentido mais restrito</em>, por tal termo se entende uma escola que floresceu na Europa entre o começo do século XVII e o fim do XVIII e teve seus máximos expoentes em Althusius (1557-1638), Hobbes (1588-1679), Spinoza (1632-1677), Pufendorf (1632-1694), Locke (1632-1704), Rousseau (1712-1778) e Kant (1724-1804). Por escola entendemos aqui não uma comum orientação política, mas o comum uso de uma mesma sintaxe ou de uma mesma estrutura conceitual para racionalizar a força e alicerçar o poder no consenso.</p>



<p>&nbsp;A distinção analítica entre três possíveis níveis explicativos do contratualismo são as seguintes:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>há aqueles pensadores que sustentam que a passagem do estado de natureza ao estado de sociedade é um FATO HISTÓRICO realmente ocorrido, isto é, estão dominados pelo problema antropológico da origem do homem civilizado;</li>



<li>outros, pelo contrário, fazem do estado de natureza mera HIPÓTESE LÓGICA, a fim de ressaltar a ideia racional ou jurídica do Estado, do Estado tal qual deve ser, e de colocar assim o fundamento da obrigação política no consenso expresso ou tácito dos indivíduos a uma autoridade que os representa e encarna;</li>



<li>outros ainda, prescindindo totalmente do problema antropológico da origem do homem civilizado e do problema filosófico e jurídico do Estado racional, veem no contrato um INSTRUMENTO DE AÇÃO POLÍTICA capaz de impor limites a quem detém o poder.</li>
</ol>



<p><strong>Referência Bibliográfica</strong></p>



<p>NBOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. <em>Dicionário de Política</em> [verbete: “Contratualismo”, de Nicola Matteucci]. Brasília: UnB, 1983.</p><p>The post <a href="https://mateusalvadori.com.br/os-tres-possiveis-niveis-explicativos-do-contratualismo/">Os três possíveis níveis explicativos do contratualismo</a> first appeared on <a href="https://mateusalvadori.com.br">Mateus Salvadori</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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