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	<title>contratualismo - Mateus Salvadori</title>
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	<title>contratualismo - Mateus Salvadori</title>
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		<title>Os três possíveis níveis explicativos do contratualismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Salvadori]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Nov 2021 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conceitos básicos]]></category>
		<category><![CDATA[contratualismo]]></category>
		<category><![CDATA[teoria contratualista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O contratualismo não é a única teoria sobre a origem do poder político, como não é a única marcada pelo elemento voluntarista; não é a única em que a ordem política é expressão de um ato de vontade, uma construção artificial. &#160;No diálogo que abrange os dois primeiros livros da República de Platão, são expostas,&#8230;&#160;<a href="https://mateusalvadori.com.br/os-tres-possiveis-niveis-explicativos-do-contratualismo/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Os três possíveis níveis explicativos do contratualismo</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O contratualismo não é a única teoria sobre a origem do poder político, como não é a única marcada pelo elemento voluntarista; não é a única em que a ordem política é expressão de um ato de vontade, uma construção artificial.</p>



<p>&nbsp;No diálogo que abrange os dois primeiros livros da <em>República</em> de Platão, são expostas, personificadas por sete interlocutores, as quatro principais teorias sobre a origem da <em>polis</em>:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>opiniões tradicionalistas dos hóspedes Céfalo e Polemarco, que defendem velhos conceitos mitológicos;</li>



<li>as teses dos sofistas Trasímaco e Clitofonte observam, de maneira realista, que a justiça é a ordem imposta por quem tem o poder de se fazer obedecer;</li>



<li>Glaucão e Adimanto, irmãos de Platão, expõem, para incentivar Sócrates, a tese contratualista de uma parte da sofística (Cálicles): partindo da oposição entre <em>nomos</em> e <em>physis</em>, afirmam que os homens, usando e sofrendo da violência, creem, num certo momento, ser útil colocarem-se de acordo para instaurar a paz, estabelecendo leis e pactos recíprocos;</li>



<li>Sócrates (na realidade, Platão) expõe sua concepção do Estado entendido como um organismo, que será sadio quando cada um, baseado na divisão do trabalho, desempenhar o seu papel.</li>
</ol>



<p>A teoria que define o pensamento moderno é a contratualista.</p>



<p>Em <em>sentido muito amplo</em>, o contratualismo compreende todas aquelas teorias políticas que veem a origem da sociedade e o fundamento do poder político (chamado de <em>potestas</em>, <em>imperium</em>, Governo, soberania, Estado) num contrato, isto é, num acordo tácito ou expresso entre a maioria dos indivíduos, acordo que assinalaria o fim do estado natural e o início do estado social e político.</p>



<p>Num <em>sentido mais restrito</em>, por tal termo se entende uma escola que floresceu na Europa entre o começo do século XVII e o fim do XVIII e teve seus máximos expoentes em Althusius (1557-1638), Hobbes (1588-1679), Spinoza (1632-1677), Pufendorf (1632-1694), Locke (1632-1704), Rousseau (1712-1778) e Kant (1724-1804). Por escola entendemos aqui não uma comum orientação política, mas o comum uso de uma mesma sintaxe ou de uma mesma estrutura conceitual para racionalizar a força e alicerçar o poder no consenso.</p>



<p>&nbsp;A distinção analítica entre três possíveis níveis explicativos do contratualismo são as seguintes:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>há aqueles pensadores que sustentam que a passagem do estado de natureza ao estado de sociedade é um FATO HISTÓRICO realmente ocorrido, isto é, estão dominados pelo problema antropológico da origem do homem civilizado;</li>



<li>outros, pelo contrário, fazem do estado de natureza mera HIPÓTESE LÓGICA, a fim de ressaltar a ideia racional ou jurídica do Estado, do Estado tal qual deve ser, e de colocar assim o fundamento da obrigação política no consenso expresso ou tácito dos indivíduos a uma autoridade que os representa e encarna;</li>



<li>outros ainda, prescindindo totalmente do problema antropológico da origem do homem civilizado e do problema filosófico e jurídico do Estado racional, veem no contrato um INSTRUMENTO DE AÇÃO POLÍTICA capaz de impor limites a quem detém o poder.</li>
</ol>



<p><strong>Referência Bibliográfica</strong></p>



<p>NBOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. <em>Dicionário de Política</em> [verbete: “Contratualismo”, de Nicola Matteucci]. Brasília: UnB, 1983.</p><p>The post <a href="https://mateusalvadori.com.br/os-tres-possiveis-niveis-explicativos-do-contratualismo/">Os três possíveis níveis explicativos do contratualismo</a> first appeared on <a href="https://mateusalvadori.com.br">Mateus Salvadori</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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