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	<title>NIILISMO - Mateus Salvadori</title>
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		<title>O que significa Niilismo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Salvadori]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2022 12:24:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Niilismo (do latim nihil: nada) indica uma concepção em que tudo o que é (coisas, mundo, valores, princípios) é negado e reduzido a nada. Segundo Abbagnano, no verbete niilismo do Dicionário de filosofia, a história dos conceito evidencia, porém, diversos significados: 1°) algumas ocorrências esporádicas, com acepções hesitantes, encontram-se sobretudo em tratados teológicos; 2°) o&#8230;&#160;<a href="https://mateusalvadori.com.br/o-que-significa-niilismo/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">O que significa Niilismo?</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Niilismo (do latim <em>nihil</em>: nada) indica uma concepção em que tudo o que é (coisas, mundo, valores, princípios) é negado e reduzido a nada. Segundo Abbagnano, no verbete niilismo do <em>Dicionário de filosofia</em>, a história dos conceito evidencia, porém, diversos significados:</p>



<p>1°) algumas ocorrências esporádicas, com acepções hesitantes, encontram-se sobretudo em tratados teológicos;</p>



<p>2°) o primeiro emprego filosófico específico do termo é registrado entre o fim do século XVIII e o início do século XIX nas controvérsias que caracterizam o nascimento do idealismo alemão;</p>



<p>3°) na Rússia da segunda metade do século XIX o niilismo explode como movimento de rebelião ideológica e social, impondo-se em escala geral;</p>



<p>4°) a teorização principal do niilismo é elaborada por Nietzsche;</p>



<p>5°) o niilismo exerce ampla influência sobre o pensamento do século XX em diversos pensadores, como Jünger, Heidegger, Vattimo, Deleuze, Foucault, Derrida, Habermas, Lyotard, Rorty, Baudrillard, Ciaron e outros. Eles fizeram do niilismo um conceito-chave para a interpretação do cenário cultural de nossos dias.</p>



<p>Uma teorização é a de Nietzsche, que Deleuze sistematizou nas seguintes quatro formas:</p>



<p>1°) Niilismo Negativo: defendido pelo platonismo e pelo cristianismo (e outros dualismos); nega-se o mundo existente em nome de um ideal, de outros valores e cria-se outros mundos para poder suportar este mundo;</p>



<p>2°) Niilismo Reativo: a razão científica reage contra a promessa do paraíso. O sujeito racionalista e iluminista diz: “Deus está morto!” O homem matou a verdade fora deste mundo, mas ainda acredita numa verdade neste mundo: um mundo melhor por vir;</p>



<p>3°) Niilismo Passivo: o niilismo avança e vai esmagando tudo – não há mais deuses, valores e rumo; a religião não salva, a ciência não encontra respostas. O homem está cansado e não tem mais forças nem para pôr fim ao sofrimento. O humanismo fracassou e o homem, cada vez mais doente de si, perde a vontade de afirmar-se;</p>



<p>4°) Niilismo Ativo: o niilista pode voltar a ser um niilista negativo ou reativo ou se tornar um niilista ativo (esse é o niilismo de Nietzsche). Não ter mais sentido torna-se um convite para criarmos os valores, encontrando novos modos de vida potentes e criadores (transvaloração de todos os valores). Assim, superamos o niilismo por ele mesmo.</p>



<p>Portanto, quando falamos em niilismo não podemos achar que estamos falando de algo simples com apenas um sentido. Dependendo da forma de niilismo ou da perspectiva filosófica, o seu significado varia bastante.&nbsp;</p>



<p>Dessa forma, tendo surgido no século XIX, o conceito serve de base para a análise dos últimos dois milênios de história, cujo processo estaria marcado por variadas atitudes de negação que nos obrigam a falar em niilismos, no plural, como formas diferentes de problematização dessa história cultural.</p>



<p>Jelson Oliveira, na obra <em>Negação e Poder: do Desafio do Niilismo ao Perigo da Tecnologia</em>, resume o niilismo da seguinte forma: poderíamos afirmar que seu sentido mais evidente, já colocado pela etimologia da palavra, é a negação da vida por meio de uma resignação ao nada, solicitada por uma vontade de nada que conduz a uma aniquilação das forças vitais, fato que torna possível a autores, como Nietzsche, Heidegger e Jonas, associarem o conceito a uma “sintomatologia”, ou seja, ao diagnóstico da decadência e de declínio da civilização ocidental, na medida em que suas expressões particulares (morais, religiosas, artísticas e cientificas) constituíram-se a partir de ideais cuja origem e cujo produto foram o pessimismo diante da vida e o enfraquecimento das forças vitais. O niilismo é interpretado, assim, como uma hostilidade em relação ao mundo sensível, seja devido à invenção de mundos suprassensíveis, seja porque esses ideais entraram em crise e conduziram o homem a uma indiferença, em relação ao mundo sensível. Por isso, trata-se de uma negação do mundo, da vida e da cultura em geral.</p>



<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>



<p>ABBAGNANO, N. <em>Dicionário de filosofia</em>. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>



<p>DELEUZE, G. <em>Nietzsche e a filosofia</em>. Rio de Janeiro: Editora Rio, 1976.</p>



<p>OLIVEIRA, Jelson. <em>Negação e Poder</em>: do desafio do niilismo ao perigo da tecnologia. Caxias do Sul: EDUCS, 2018.</p><p>The post <a href="https://mateusalvadori.com.br/o-que-significa-niilismo/">O que significa Niilismo?</a> first appeared on <a href="https://mateusalvadori.com.br">Mateus Salvadori</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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