<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>ócio criativo - Mateus Salvadori</title>
	<atom:link href="https://mateusalvadori.com.br/tag/ocio-criativo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mateusalvadori.com.br</link>
	<description>Site oficial.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 02 Nov 2022 20:30:40 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.1</generator>

<image>
	<url>https://mateusalvadori.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cropped-logotipo-1-32x32.png</url>
	<title>ócio criativo - Mateus Salvadori</title>
	<link>https://mateusalvadori.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Vamos voltar a ler os clássicos?</title>
		<link>https://mateusalvadori.com.br/vamos-voltar-a-ler-os-classicos/</link>
					<comments>https://mateusalvadori.com.br/vamos-voltar-a-ler-os-classicos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mateus Salvadori]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2022 20:30:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[ler]]></category>
		<category><![CDATA[ócio criativo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mateusalvadori.com.br/?p=1406</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nuccio Ordine, na obra&#160;A utilidade do inútil, ressalta que os estudantes passam longos anos nas aulas de uma escola ou de uma universidade sem jamais ler os clássicos. Nutrem-se de resumos, de manuais e de sinopses. Se lermos apenas resumos, jamais nos aproximaremos do poder que um clássico possui. Não é possível conceber qualquer forma&#8230;&#160;<a href="https://mateusalvadori.com.br/vamos-voltar-a-ler-os-classicos/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Vamos voltar a ler os clássicos?</span></a></p>
<p>The post <a href="https://mateusalvadori.com.br/vamos-voltar-a-ler-os-classicos/">Vamos voltar a ler os clássicos?</a> first appeared on <a href="https://mateusalvadori.com.br">Mateus Salvadori</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nuccio Ordine, na obra&nbsp;<em>A utilidade do inútil</em>, ressalta que os estudantes passam longos anos nas aulas de uma escola ou de uma universidade sem jamais ler os clássicos. Nutrem-se de resumos, de manuais e de sinopses. Se lermos apenas resumos, jamais nos aproximaremos do poder que um clássico possui. Não é possível conceber qualquer forma de educação sem os clássicos.<strong></strong></p>



<p>Ninguém nasce leitor; nos tornamos leitores. Ninguém nasce com sede dos clássicos; a sede é construída. Assim como podemos ter sede de banalidades, podemos sim, pelo hábito e pela prática, ter sede de singularidades. E aqui entra a crítica às banalidades, às superficialidades, ao entretenimento vazio, à indústria cultural.<strong></strong></p>



<p>Quase 2000 anos antes de Domenico De Masi, o Ócio Criativo já era defendido por Sêneca, que interpreta o ócio mais do que tempo livre ou lazer. Entendia-o como sendo o lazer utilizado a serviço da comunidade pela atividade intelectual.&nbsp;<strong>Não fazer nada nem sempre é viver o ócio, é deixar a vida passar sem viver essa dádiva</strong>.</p>



<p>O ensaio “A indústria cultural”, do livro&nbsp;<em>Dialética do Esclarecimento</em>&nbsp;(1944), de Adorno e Horkheimer, diz:<strong></strong></p>



<p>1) o termo indústria refere-se à&nbsp;racionalização dos procedimentos de planejamento, à&nbsp;consequente padronização dos produtos&nbsp;e à&nbsp;racionalização das técnicas de divulgação;<strong></strong></p>



<p>2) o termo cultura pode ser esclarecido por meio da&nbsp;diferença entre obra de arte&nbsp;(finalidade interna e ela é o âmbito da expressão do singular)&nbsp;e produto da IC&nbsp;(a finalidade é externa, localizando-se no mercado, na imposição do lucro, na mercantilização da cultura) – ambas são mercadorias &#8211; e pela&nbsp;falta de caráter contraditório.<strong></strong></p>



<p>Rodrigo Duarte (<em>Indústria Cultural: uma introdução</em>) identifica esquematicamente &#8220;cinco operadores&#8221; da indústria cultural na obra&nbsp;<em>Dialética do Esclarecimento</em>:<strong></strong></p>



<p><strong>1)&nbsp;manipulação retroativa:</strong>&nbsp;os produtos culturais são criados para atender às demandas de lazer das massas; HOJE: na internet, ainda se atende à demanda de lazer das massas e se impõem determinados padrões de consumo e de comportamento moral e político;</p>



<p><strong>2)&nbsp;usurpação do esquematismo:</strong>&nbsp;a IC oferece produtos que já vem com sua própria interpretação; a televisão e o rádio usurpavam a capacidade do sujeito de interpretar os dados identificados pelos sentidos; HOJE: sem precisar refletir e interpretar conteúdos, o sujeito percebe a realidade no âmbito virtual e acreditar que a realidade é o que está na rede;</p>



<p><strong>3)&nbsp;domesticação de estilo:</strong>&nbsp;a IC tira a autonomia dos artistas; HOJE: “a precariedade dos conteúdos emitidos pela maioria das pessoas deveria ser vista como uma consequência da colonização dos intelectos das massas pela indústria cultural”;</p>



<p><strong>4)&nbsp;despotencialização do trágico:</strong>&nbsp;transformação de uma catarse genuína em simples entretenimento e numa ressignificação simplificada, sem atividade subjetiva; HOJE: culto à espetacularização do eu;</p>



<p><strong>5)&nbsp;fetichismo da mercadoria cultural:</strong>&nbsp;substituição de um valor de uso pelo valor de troca; HOJE: objetificam simbolicamente todas as relações.</p>



<p>Sêneca, em&nbsp;<em>Sobre a brevidade da vida</em>, propõe uma vida gratificante, que é a prática do ócio. Diz ele que nossa ocupação é viver aquilo que não é nosso:&nbsp;<em>“se queres viver bem, vive o que é bom para ti, vive o ócio criativo.”</em>&nbsp;Tanto a ação e a contemplação são importantes para termos uma boa vida, para fazer valer os anos de vida que cada um possui.<strong></strong></p>



<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>



<p>ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. <em>Dialética do esclarecimento</em>. São Paulo: Zahar, 1985.</p>



<p>DE MASI, Domenico. <em>O Ócio Criativo</em>. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2001.</p>



<p>DUARTE, Rodrigo. <em>Indústria Cultural</em>: uma introdução. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.</p>



<p>ORDINI, Nuccio. <em>A utilidade do inútil</em>: um manifesto. Rio de Janeiro: Zahar, 2016.</p>



<p>SÊNECA. <em>Sobre a brevidade da vida</em>. São Paulo: Edipro, 2020.</p><p>The post <a href="https://mateusalvadori.com.br/vamos-voltar-a-ler-os-classicos/">Vamos voltar a ler os clássicos?</a> first appeared on <a href="https://mateusalvadori.com.br">Mateus Salvadori</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mateusalvadori.com.br/vamos-voltar-a-ler-os-classicos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
